Levantamento aponta lixo como principal criadouro do Aedes aegypti em Barra do Garças

Mais de 1,9 mil imóveis foram inspecionados; com o retorno das chuvas, Saúde alerta moradores para eliminação de recipientes que acumulam água

Publicado em 22/09/2026

Atualizado em 22/09/2026


Autor: Secom - BG


Data: 22 de Setembro de 2026

Autor: Secom - BG


A Prefeitura de Barra do Garças, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou entre os dias 24 e 28 de agosto o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti. Ao todo, 1.931 imóveis foram inspecionados em cinco estratos, formados por diferentes conjuntos de bairros do município.

O levantamento identificou maior índice na região que compreende os bairros Alto da Boa Vista, Jardim Maria Lúcia (Dermat), Jardim Araguaia, Jardim Rainha de Fátima, Monte Sinai, Jardim Pitaluga, Serrinha, União, Vila Santo Antônio e Vila Varjão.

Entre os criadouros encontrados durante as visitas, o lixo foi o principal problema identificado, especialmente recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas e outros materiais capazes de acumular água.

Na sequência aparecem os depósitos móveis encontrados dentro dos imóveis, como vasos e pratos de plantas, bebedouros de animais, latas e caixas d'água utilizadas em obras. Por se tratarem principalmente de recipientes encontrados dentro das residências e quintais, a eliminação desses focos depende diretamente da colaboração dos moradores.

O alerta ganha ainda mais importância com a volta das chuvas em Barra do Garças. Mesmo que o período chuvoso ainda esteja no início, a água acumulada em recipientes expostos já pode criar condições para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

1.205 casos de dengue em 2026

Até a 34ª semana epidemiológica, Barra do Garças contabilizou 1.205 casos de dengue, sendo 658 confirmados laboratorialmente e outros 547 notificados a partir dos sintomas.

Também foram registrados 18 casos de chikungunya, dos quais 10 tiveram confirmação laboratorial e oito foram notificados pelos sintomas. Em relação à zika, foram identificados seis casos, sendo cinco por confirmação laboratorial e um pelos sintomas.

Diante dos dados, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que medidas simples dentro de casa continuam sendo fundamentais para reduzir a proliferação do Aedes aegypti. Descartar corretamente o lixo, eliminar recipientes que possam acumular água, verificar vasos de plantas, manter caixas d'água protegidas e vistoriar regularmente os quintais são algumas das principais formas de prevenção.

Com o retorno gradual das chuvas, o cuidado precisa ser redobrado. A orientação é que cada morador faça uma vistoria periódica no próprio imóvel, eliminando possíveis criadouros antes que a água acumulada favoreça um novo ciclo de reprodução do mosquito.